24 Novembro 2009

Apagão, o retorno - parte 2

Esta marchinha, que ouvi muito quando criança, nem precisou ser adaptada para parecer atual


Rio, cidade que me seduz
de dia falta água
de noite falta luz

Ahamdinejad-á, á á á á á á

(inspirado na marchinha de Haroldo Lobo-Nássara, 1940)


Ahamdinejad-á, á á á á á á
O bicho vai pegar-á, á á á á á á
Atravessamos o deserto de Lada
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Irã
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande paz pro Oriente Médio
Mande luz pro Ahmadinejad
Allah! meu bom allah

11 Novembro 2009

O Coringa de Bangú 2




Corre o boato que um perigoso marginal, um Fernandinho não-sei-das-quantas, preso na cadeia de segurança máxima de Bangu 2, é o autor do apagão. Levaram pra dentro da sua cela um dispositvo que aciona o comando da usina de Itaipu por controle remoto. Com seu novo brinquedinho na mão, qual o Coringa do último filme do Batman, ele está disposto a fazer chantagens e maldades mil, ameaçando cortar a luz em toda a cidade em troca de exigências hediondas. Ontem foi só um teste-piloto

09 Novembro 2009

Educação com H maiúsculo

Nosso departamento de criação elaborou uma série de slogans para a nova campanha publicitária da Uniban



Na Uniban ninguém pega você na saída porque a gente te pega na entrada

Uniban: onde educação é uma questão de vida ou morte

Uniban: educação com H maiúsculo

Uniban: libertando o que há dentro de você. O que quer que seja

Uniban: o conhecimento não tem limites. Nossos alunos também não

Uniban: onde tudo acontece. Até você

Uniban: onde você aprende até o que os livros não ensinam

Uniban: a vida como ela é

Uniban: aqui ninguém leva lição nem desaforo pra casa

Uniban: onde sua vocação aparece. Qualquer que seja ela!

Uniban: Nós levamos história a sério. Aqui a Era das Cavernas é mais real.

Dúvidas sobre a pré-história ou a Idade Média? Venha pra Uniban. Aqui você encontra os recursos mais modernos. Visite nossos laboratórios de paleontologia. Conheça nossa coleção de ferramentas pré-históricas. Entenda as sociedades primitivas. Participe de nossas encenações hiper-realistas!

03 Novembro 2009

Lévi-Strauss, o homem, o mito

Fiquei triste com a morte deste verdadeiro estudioso da 'música do espírito humano'




Não sei se foi o calor senegalês nesta tarde de terça-feira, ou o quê. Mas a notícia da morte de Claude Lévi-Strauss, aos 100 anos, me pegou de jeito. "Morremos um pouco todos os dias", me vi escrevendo num email pra uma amiga, pra justificar minha tristeza.

Por que, me perguntava, não entendendo muito bem o meu estado de choque. Mas nesses tempos de Blog e Facebook não há tempo a perder: é preciso dividir a notícia com os amigos. Me apresso, portanto, em lincar para o obituário do New York Times. Como é sabido, os obituários do diário americano são conhecidos por sua parcimônia e precisão - além de nunca dispensarem o tratamento respeitoso de Ms. Isso e Mr. Aquilo.

Leio no Times algumas passagens curiosas da sua vida. Durante o período em que viveu em Nova York, diz o jornal, "ele também se tornou parte do círculo de artistas e surrealistas, incluindo Max Ernst, André Breton e a futura amante de Sartre, Dolores Vanetti. Ms Vanetti [...] costumava visitar uma loja na Terceira Avenida, em Manhattan, que vendia artefatos das ilhas do Pacífico, deixando Mr Lévi-Strauss com a 'impressão de que os tesouros mais importantes da humanidade podem ser encontrados em Nova York'".

Ler seu obituário levantou meu astral. Para os judeus, não há nada pior do que ser esquecido após a morte. Lévi-Strauss não sofrerá disso, certamente. Será lembrado por quantas gerações ainda se sucederem neste planeta que ele entendeu como ninguém.

"[A] lógica da mitologia é tão poderosa que é como se os mitos tivessem uma vida própria, independente das pessoas que os contam", escreveu ele certa vez. "Os mitos falam através da humanidade e se tornam as ferramentas para que ela chegue a um acordo com o maior dos mistérios: a possibilidade de ser não mais sendo, a própria essência da morte".

Medida de seu prestígio, o mestre francês foi homenageado pelo seu centenário em nada menos do que 25 países diferentes. Como o definiu o Le Monde, era um verdadeiro estudioso da música que pulsa por detrás do espírito humano.

06 Outubro 2009

poeminha preguiçoso

é tanta coisa pra fazer
faço logo uma lista
mas logo tergiverso
tapo o sol com a peneira
e vou empurrando com a barriga

27 Julho 2009

Guia global de arte

New York Times passa a publicar um guia com eventos artísticos no mundo todo

Muito bom o novo guia publicado pelo New York Times com exposições, mostras e eventos artísticos no mundo todo, país por país. Acesse o guia através do endereço http://events.nytimes.com/iht/artsguide/index.php.

15 Julho 2009

Curso de história da arte

Arte e civilização: da Babilônia ao pós-moderno



As sociedades podem ser medidas por suas produções artísticas? Este é o tema do curso de história da arte que estarei dando no fim de agosto, na Livraria da Vila. É um curso em seis aulas:

- Os primórdios: Babilônia e o Egito antigo

- Filosofia, política e poder: Grécia e Roma

- Arte, religião, e sociedade: Idade Média e Renascimento

- A arte e os impérios europeus: o barroco e o neoclassicismo

- O romantismo e a transição para a era moderna

- Os muitos modernismos

Na Livraria da Vila (Al. Lorena), de 27/8 a 1/10, quintas-feiras, das 14h às 16hs.

Inscrições pelo email: eventos@livrariadavila.com.br